Ponto de vista do narrador
Segunda-feira, 20h em ponto.
La Dolce Vita era o tipo de restaurante italiano que cheirava a tradição antiga e dinheiro: paredes de tijolo aparente, luzes quentes de lustres de cristal, mesas com toalhas de linho branco impecável, e um som baixo de ópera ao fundo. A sala privativa no fundo — reservada para quem não queria ser visto — tinha porta pesada, cortinas grossas e uma mesa redonda para quatro, mas naquela noite só para dois.
Carlos Alberto já estava lá,