Ponto de vista do narrador
A tarde de segunda-feira se espalhava preguiçosa pela mansão, iluminando o jardim amplo e silencioso. O sol já não castigava como ao meio-dia; agora refletia suave sobre a água cristalina da piscina, criando desenhos dourados que dançavam no fundo.
Natália estava sentada na borda, os pés mergulhados na água, usando um maiô simples e comportado — bonito sem esforço, discreto, mas suficiente para deixá-la sensual. Os cabelos presos de qualquer jeito confirmavam que aquele momento era de descanso, não de exibição.
Rebeca brincava perto dela, segurando um brinquedo colorido que boiava de um lado para o outro.
— Táia, água! — pediu a pequena, batendo as mãozinhas molhadas.
— Calminha, meu amor — Natália respondeu com um sorriso, ajudando-a a se equilibrar no degrau. — Assim, isso. Segura aqui.
Rebeca gargalhou alto, espalhando água para todos os lados, satisfeita com a própria ousadia. Natália riu baixo, relaxando os ombros por um instante, os olhos sempre