Ponto de vista do narrador
Os três permaneceram entrelaçados no tapete por longos minutos, o quarto ainda carregado do cheiro de sexo e velas aromáticas. Natália no meio, flutuando em uma névoa de exaustão e satisfação, sentindo os corpos quentes de Carlos Alberto e Carlos Eduardo pressionados contra o dela. O sêmen dos dois escorria lentamente de sua vagina, uma lembrança pegajosa e quente do que havia acontecido.
Carlos Alberto foi o primeiro a se mexer, afastando-se devagar com um beijo suave no pescoço dela. Ele se levantou, nu e imponente, e foi até a mesinha de cabeceira, abrindo uma gaveta. Voltou com uma caixinha de veludo preto na mão, os olhos escuros brilhando de expectativa.
— Levante-se, minha menina — disse ele, a voz grave e carinhosa. — Tenho algo para você.
Natália piscou, confusa, mas obedeceu. Sentou-se devagar, as pernas ainda trêmulas, o corpo dolorido de tanto prazer. Carlos Eduardo também se sentou ao lado dela, curioso, o olhar fixo na caixinha.
Carlos Alberto