Leo Tudor
Eu já estava com a mão na maçaneta do carro quando ouvi o grito.
— Socorro!
Não foi alto.
Foi desesperado.
Meu corpo reagiu antes mesmo de eu entender o que estava acontecendo. Virei bruscamente na direção da piscina, o coração disparando sem saber por quê ou talvez sabendo bem demais.
Então eu vi.
Juliana.
Caindo.
O som da água se fechando sobre ela foi seco. Errado. Aquilo não era um mergulho. Era uma queda.
— Meu Deus… murmurei, largando a pasta no chão.
— Senhor Tudor? o motor