Juliana Bezerra
Meus braços já queimavam.
Cada passo era um pedido silencioso pra cair, pra desistir, pra parar. Mas eu não podia. Não agora. Não com a Mel agarrada em mim daquele jeito, os bracinhos finos apertando meu pescoço como se eu fosse o último porto seguro do mundo.
A respiração dela vinha quente no meu ouvido, irregular.
— Tia Ju… ela sussurrou, quase sem voz. Eu tô com medo…
— Eu sei, meu amor. respondi, arfando. Eu também tô. Mas a gente vai conseguir, tá? A gente vai.
A mata p