Leo Tudor
Estacionei o carro de qualquer jeito e entrei na delegacia com passos que ecoavam no piso frio. O ar ali dentro cheirava a café requentado e burocracia, mas para mim, cheirava a fim de linha. Vitor me esperava no corredor. Ele viu meus olhos e apenas assentiu, abrindo a porta da sala de interrogatório sem dizer uma palavra. Ele sabia que, se tentasse me impedir, seria apenas mais um obstáculo no caminho de um trator.
Quando a porta se fechou atrás de mim, o silêncio foi absoluto.
M