Leo Tudor
A madrugada avançava lenta.
Eu estava no quarto, sentado na poltrona, lendo um documento que já tinha passado pelos meus olhos pelo menos três vezes sem que eu realmente absorvesse uma linha sequer. O sono simplesmente não vinha.
Foi quando ouvi.
Um grito.
Seco. Desesperado.
Levantei no mesmo instante, o coração acelerando. Saí pelo corredor, atento, tentando identificar de onde vinha. Outro grito ecoou mais próximo.
Parei de repente.
Era do quarto da Juliana.
Não pensei. Apenas abr