Juliana Bezerra
Quando a porta se fechou, o silêncio caiu pesado sobre o quarto.
Demorei alguns segundos para me mexer. Meu corpo ainda estava quente, o coração acelerado, a vergonha se espalhando devagar, como um veneno silencioso.
Olhei para mim mesma.
A camisola fina. Leve demais. Curta demais.
— Idiota… murmurei, puxando o tecido para baixo, como se isso pudesse apagar o que tinha acontecido.
Sentei na cama, abraçando os joelhos, sentindo o frio subir pela pele.
A culpa veio antes mesmo do