Zoe chegou ao prédio da Arianna já escuro, quase nove da noite. A folga dela tinha sido perfeita: dormira até tarde, acordara com o corpo leve, sem o alarme às três e meia. Passara a tarde toda ajudando a amiga na faxina do apartamento – varrendo, limpando banheiro, cozinhando um almoço brasileiro caprichado, rindo alto enquanto Mio atrapalhava tudo. As pernas ainda sentiam o esforço, mas o coração estava leve.
Porque aquela era noite de balada.
Com a melhor amiga.
E Arianna pagando tudo. Claro que Zoe não gostava muito disso, não era o tipo de amiga encosto, aquela que come e bebe nas custas dos outros, mas seu coração estava leve, pois sabia que a amiga queria recompensar tudo que uma fazia pela outra.
— Já de volta, Roseli — Seu Geraldo, o porteiro, falou assim que a viu, abrindo um sorriso largo.
— Zoe, Seu Geraldo. Zoe! — ela corrigiu, rindo.
— Acho seu nome muito mais bonito — ele brincou, piscando.
Ela também gostava, mas o apelido pegou na escola e ela se acostumou.
Zoe subiu