Arianna acordou cedo, antes mesmo do sol nascer direito.
Era sua primeira folga em quase três semanas – Dona Isabella insistiu depois do jantar: “Menina, você trabalha demais. Vai descansar, ver sua casa. A gente cuida da Ava um dia. Logo eu vou embora, então quero aproveitar para ficar com minha netinha”.
Ela se vestiu rápido: jeans surrado, camiseta velha, tênis confortável. Pegou a bolsa com o mínimo, beijou a testa de Ava dormindo e saiu na ponta dos pés.
O elevador desceu silencioso. O carro da empresa Angel hads – benefício novo – a deixou no apartamento antigo dela em menos de quarenta minutos.
O prédio era o mesmo de sempre: portaria com cheiro de café, elevador rangendo, corredor com lâmpadas piscando.
Seu Geraldo, o porteiro, abriu um sorriso enorme quando a viu.
— Menina! Sumida! Tá viva?
Arianna riu, abraçando ele.
— Tô viva, Seu Geraldo! E trabalhando que nem louca. Obrigada por cuidar do Mio, viu? Você é um anjo.
— O bicho tá gordo! Come mais que eu. Sobe lá, ele tá te e