A porta da minha casa se fecha atrás de nós, abafando o mundo do lado de fora.
O silêncio que se instala é denso, carregado.
Não há mais vozes, discussões, olhares acusadores.
Só nós dois.
Lucy caminha devagar pela sala, os olhos percorrendo cada detalhe do ambiente como se buscasse alguma pista sobre mim.
Ela não fala nada, mas o corpo dela fala.
Está tenso, alerta, cheio de expectativa.
— Você quer beber alguma coisa? — pergunto, mas minha voz sai mais baixa do que o normal.
— Não. Quero só..