Fecho a boate com os pensamentos embaralhados.
As luzes se apagam aos poucos, uma a uma, e o salão vai mergulhando em sombras, mas o calor da mão da Lucy ainda está em mim.
A forma como ela me olhou, como me tocou… aquilo mexeu comigo mais do que qualquer coisa nos últimos anos.
Sento na beirada do palco, os cotovelos apoiados nos joelhos, tentando organizar tudo dentro de mim.
Mas aí escuto passos suaves.
E antes que eu me vire, já sei que é ela.
— Achei que já tivesse ido embora — digo,