Acordo com a luz suave filtrando pelas frestas da janela e o som abafado de vozes baixas na sala. Me espreguiço devagar, tentando afastar o peso que ainda sinto no peito. Meu corpo está cansado, minha alma ainda mais.
Sigo o som dos sussurros, os pés descalços no chão frio. Paro ao lado da porta entreaberta e fico imóvel.
Vejo minha mãe sentada no sofá, as mãos apertadas nervosamente no colo. Vejo Lucy, em pé diante dela, com a postura reta, os olhos firmes, a cabeça erguida como uma guerreira.