O barulho dos monitores era constante, repetitivo, como uma espécie de lembrete cruel de que o tempo ali dentro passava diferente. Cada segundo parecia um teste de resistência. Cori dormia, o rostinho pálido encostado no travesseiro, e o braço minúsculo preso à agulha do soro. O sangue recém-transfundido ainda corria pelo tubo transparente, devolvendo lentamente o que a doença insistia em levar.
Eu a observava em silêncio, tentando me convencer de que tudo ficaria bem, mesmo sem acreditar n