O chão ainda estava morno sob meu corpo, mesmo com as toalhas espalhadas como uma tentativa improvisada de conforto. O ar tinha aquele cheiro inconfundível de café, misturado com o de chuva prestes a cair — e o da pele dele. Por alguns minutos, só o som da nossa respiração preenchia o silêncio. Eu olhava pro teto, tentando organizar o que restava da minha sanidade.
Tínhamos feito amor.
Sem defesas, sem desculpas, sem o peso da razão que sempre me guiava. Foi como se o tempo tivesse se des