O silêncio dentro do carro era como uma corda tensionada demais, prestes a arrebentar. Eu conseguia sentir a respiração dele, ainda pesada, como se tivesse acabado de sair de uma batalha. E de certa forma, tínhamos. Uma guerra muda, travada entre nossos corpos e a linha tênue que separava o desejo do abismo.
Russ estacionou em frente ao meu prédio. A mão dele continuava firme no volante, mas os nós dos dedos estavam brancos, denunciando o quanto se forçava a manter o controle. Quando finalm