LUCILE
O carro desliza pelas ruas estreitas, e meu coração lateja com a sensação de estar num filme antigo. O motorista fala em italiano com o guia, que sorri ao me olhar pelo retrovisor.
— Buongiorno, signorina Lucile. — a pronúncia é leve, quase musical.
— Bom dia. — respondo, e ele ri.
— Já sabe um pouco?
— Só o básico: ciao, grazie, arrivederci.
Ele me corrige, repetindo devagar, e logo estou ensaiando os sons novos com um sotaque provavelmente horrível, mas que arranca dele um