Gabriela narrando :
Assim que ele saiu da minha sala, eu me larguei na cadeira com um suspiro pesado.
A porta mal tinha se fechado e eu já tava passando a mão na nuca, como se isso fosse aliviar a tensão absurda que meu corpo tava sentindo. Ele perguntou se tava tudo bem e eu menti.
Claro que não tava.
Como poderia estar, depois daquele sonho?
Depois daquele olhar?
Fechei os olhos por um segundo e me joguei pra trás na cadeira, tentando respirar fundo.
— Puxa pra realidade, Gabriela… — murmurei