RODRIGO NARRANDO
O som do violino ecoava leve, atravessando o jardim, se misturando com o cheiro das flores e aquele burburinho de gente emocionada. O sol batia de um jeito bonito, não quente demais, mas suficiente pra deixar tudo dourado.
E eu tava ali.
No altar improvisado, montado com tanto carinho no quintal da casa dos pais da Gabi, com um tapete branco que ia até o portão da frente e flores brancas e verde musgo e vermelho em cada canto. Tudo simples, elegante, com a cara dela. Da gente.