GABI NARRANDO
— Gabi… filha, acorda. Hoje é o dia.
A voz da minha mãe veio baixinha, doce, misturada com o som da cortina sendo puxada e a luz invadindo o quarto. Abri os olhos devagar, piscando contra a claridade, e demorei uns segundos pra lembrar… pra sentir… pra acreditar.
Hoje é o dia.
O meu dia.
Sentei na cama, o coração já batendo diferente, como se soubesse que a vida tava prestes a mudar. A brisa da manhã entrava pela janela, e lá fora, o sol brilhava como se também tivesse sido convid