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O importante é que Layla está de volta e que agora está tudo bem.

Não dá tempo, pois minhas palavras de negação são cortadas quando Rashid pega minha nuca com propriedade e seus lábios se apossam dos meus. O método de "prova" dele é altamente eficaz e completamente antiético.

Allah! Seu gosto é tão bom. Imediatamente um calor invade meu ventre e desce para as minhas partes mais íntimas e eu fico estranhamente mole em seus braços. O cinismo da Maya acaba de ser nocauteado pela química. Layla, sua desgraçada, você tinha razão sobre o "diabo sedutor".

O impacto de ter sua boca sobre a minha é tão grande que minha mente fica em branco, como se o tempo tivesse parado ou tudo mais não existisse. Eu só consigo sentir a maravilhosa sensação dos lábios de Rashid se movendo sobre os meus. Mordiscando meu lábio inferior como se fosse a coisa mais gostosa do mundo; sua língua me visitando, tremulando sobre a minha exigindo respostas e agora eu só consigo pensar que jamais senti uma atração tão violenta por alguém.

Conforme ele aprofunda o beijo, os bicos dos meus seios ficam duros ao ponto de doer e eu começo a sentir tudo latejar. Gemo vergonhosamente de prazer em seus braços.

Ao ouvir meus gemidos, mãos grandes me trazem mais para ele. Rashid parece louco por mim. Suas mãos deixam trilhas de fogo por onde passam no meu corpo me deixando louca e eu correspondo sem pensar em nada. A professora de Letras acaba de ter uma aula prática de Biologia.

Ele para de me beijar instantaneamente, como se só quisesse provar algo, e sinto um grande impacto quando ele do nada me afasta dele. Abro os olhos enevoados e dou com uma dura realidade: os olhos de Rashid não são amorosos nos meus, agora são duros como uma rocha.

— Sua irmã anda conforme nossos costumes e ela jamais deixaria eu tocá-la dessa maneira. Ah, então o beijo foi um teste de fidelidade cultural. E eu falhei miseravelmente.

Fico a olhar para ele calada, ainda abismada com o poder que tem esse homem sobre mim. Saio imediatamente de perto dele e viro meu rosto contra o vidro, tentando acalmar minha respiração e meu coração que ainda troveja no meu peito.

Agora estou com raiva e pasma comigo mesma por ter aceitado de bom grado essa intimidade toda. Eu sou a gêmea responsável, a professora, a cínica! E acabei de me comportar como uma protagonista de romance barato.

— E então, não dirá nada?

Como ele acreditará em mim agora? Perdi a chance de fazê-lo acreditar que sou Maya.

Eu respiro fundo e o encaro com uma expressão de desgosto.

—Sim, vou dizer. Eu não quero que isso se repita entre nós. Não ouse me tocar dessa forma outra vez. A natureza de nosso relacionamento mudou —minha voz soa indignada. Indignada com ele, mas principalmente comigo.

Sua boca se torce e ele exibe um sorriso cínico.

—Esse pedido é muito sem sentido para uma mulher que há pouco se perdeu nos meus braços e correspondeu tão maravilhosamente aos meus estímulos.

Allah! Estou com tanta raiva de mim por não ter resistido a ele!

Cruzo os braços na frente do corpo, fazendo força para ele não perceber meu tremor.

—N... não nego que me deixei levar. Não sei muito bem o que aconteceu —contrariada confesso —mas não quero que isso se repita, já que não tenho nenhum compromisso real com você.

Seu sorriso vacila por instantes como se ele ficasse afetado com minhas palavras.

—Não quer? Então pare de me dizer que é Maya. Se te serve de consolo, não te obrigarei a casar comigo. Então não precisa mentir dizendo ser quem não é—agora ele parece irritado.

—Allah! —digo em voz alta. Ele está me chamando de mentirosa por dizer a verdade. O cúmulo da ironia.

Desvio meus olhos dele e olho para o mundo lá fora mordendo meu lábio inferior com força.

Tudo bem! Ele não acredita em você, mas Layla e eu somos diferentes. Mais para frente ele notará a diferença. E quando notar, a Layla estará em um buraco tão fundo que nem o petróleo dele a achará.

Quando minha atenção realmente se volta para a paisagem árida lá de fora, o carro muda de direção e embica em frente a um portão de ferro, largo e alto. O motorista usa o controle remoto para abri-lo.

O carro avança numa avenida cercada por palmeiras até chegar a uma rotatória que tem uma fonte no centro. O Palácio diante dela é enorme e lindo. Há plantas altas em toda lateral do castelo. O Palácio. O motivo pelo qual Layla quase vendeu a alma. E o motivo pelo qual eu estou aqui.

Deve ter enchido os olhos de Layla tanta beleza, tanta riqueza, por isso que mesmo sabendo que viveriam aqui tentou se adaptar às mudanças.

Três homens de uniforme surgem na grande varanda. Um desce as escadas e abre a porta do carro para nós.

Rashid desce e estende a mão para mim. Meu estômago se revira e meu corpo estremece de ansiedade. Hora de atuar. Que comece o show de horrores.

Eu pego a mão dele e saio do carro. Os empregados imediatamente se inclinam para nós em reverência. Um casal de idade surge na varanda.

Deve ser a ami e o baba de Rashid.

A senhora Elmahdy é uma mulher muito bonita e o senhor Elmahdy não fica por menos. Rashid se parece muito com ele.

—Vem, vamos! E já sabe. Eles não sabem de nada sobre sua fuga.

Aceno um sim para ele muda, me sentindo nervosa. Rashid estabelece sua mão na minha cintura e me conduz até eles.

Enquanto subo as escadas começo a me questionar:

Será que eles acabaram aceitando minha irmã ou de alguma forma eles a maltrataram? Será que isso foi uma das razões para ela ter ido embora? Ou será que ela só percebeu que o Palácio vinha com sogros e regras?

Estremeço nitidamente pelo desconhecido, por aquilo que me espera. Rashid para e olha para mim.

— O que foi? Por que está trêmula desse jeito?

—Hum?

—Meus pais fizeram algo para você?

Eu o encaro sem falas por um breve momento. Allah! Não sei! Tudo o que posso fazer é ficar parada o olhando.

—E então? —ele diz entre dentes. Está irritado, impaciente.

—Não — resolvo mentir. A primeira de muitas mentiras que terei que contar para sobreviver a este circo.

—Ainda que eles tenham agido mal, nada justifica o que fez. Você tinha todo meu apoio. Vamos!

Ele toma minha cintura agora com força e me faz subir as escadas ao seu lado novamente.

— Senhor e senhora Elmahdy —digo com uma inclinação quando alcanço o último degrau.

Os olhos negros da senhora Elmahdy correm meu rosto e ela diz me avaliando:

—Layla. O que houve? Rashid disse que um parente seu ficou doente.

—Sim, minha irmã gêmea. Mas agora está tudo bem. Exceto pelo fato de que ela roubou minha identidade e eu fui sequestrada pelo seu ex-noivo bilionário.

—O que ela teve?

Eu fico sem saber o que dizer, Rashid vem ao meu auxílio.

—Ami, não importa mais. O importante é que Layla está de volta e que agora está tudo bem.

—Vocês são idênticas?

—Sim, somos. Confundíamos até meu pai. Ele chegou a cortar o nosso cabelo diferente para diferenciar uma da outra. E agora, um Sheik bilionário está me confundindo com a minha irmã fujona. O karma é uma vadia, Layla.

—Você a conheceu, Rashid?

—Não, não tive oportunidade, ami.

—Vamos entrar? Está muito calor para ficarmos em pé aqui —por fim o senhor Elmahdy se manifesta. Seus olhos não são calorosos para mim, ao contrário, ele parece não gostar em nada de me ver ao lado de Rashid. Ótimo. Pelo menos o sogro me odeia. Um ponto de contato com a realidade.

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