Assim que finalizei a troca de mensagens com a Carolina e enviei aquele último sorriso de vitória ao destino, respirei fundo.
A guerra estava ganha.
Agora começava outra, aquela que poderia explodir dentro do meu próprio palácio.
Peguei o celular novamente e disquei para Nádia. Ela atendeu na segunda chamada.
— Bom dia, Senhor.
— Bom dia, Nádia.
Passei a mão pelo rosto, ainda sentindo o peso da noite mal dormida.
— Como está a Júlia? Já deu uma passada na suíte dela?
— Sim, senhor…
A voz dela tinha um tom contido, como se escolhesse as palavras com cuidado.
— Fui lá ontem. Ela continua aflita pela mãe. Entrou em desespero por não conseguir ligar para o Brasil… chegou a me mandar mensagens. Desde que estive lá, me mantive em silêncio.
Eu fechei os olhos por um instante. Júlia aflita não me surpreendia, me incomodava.
Eu não gostava da sensação de perdê-la emocionalmente para outra dor que não fosse eu mesmo.
— Pois bem, Nádia.
Minha voz saiu firme, inabalável.
— Hoje, eu e Caroli