Eu dormi, mas não descansei.
Meu corpo simplesmente apagou depois de tanto desgaste físico, psicológico, emocional.
Era como se a minha mente tivesse travado, exausta demais para continuar rodando, mas inquieta demais para realmente descansar.
Quando abri os olhos, ainda estava escuro. A luz que entrava pela janela era fraca, azulada, o tipo de claridade que surge antes do amanhecer.
Eu levei alguns segundos para entender onde estava.
Outro quarto, outra cama, outro silêncio.
Meu primeiro pensamento foi que eu precisava de paz, um dia de paz.
Mas logo o celular vibrou na mesa de cabeceira, quebrando qualquer esperança.
Havia tantas notificações que a tela parecia brilhante demais para os meus olhos cansados.
Eu respirei fundo antes de pegar o telefone.
E lá estava ela.
Carolina.
Com dezenas de mensagens. Uma atrás da outra. Sem nenhum pudor, sem nenhuma noção, sem nenhuma paciência.
Abri a primeira.
“Você está ignorando minhas mensagens?”
Outra.
“Preciso saber se assinou.”
Mais uma.