Naquela sexta-feira, quando bati à porta do consultório do Renato para entregar alguns relatórios, percebi algo diferente no olhar dele. Não era apenas ternura, havia também desejo, um fogo contido que parecia finalmente pronto para se libertar.
— Helena… — disse baixinho, ao pegar os papéis de minhas mãos. — Preciso te pedir uma coisa.
— O quê? — perguntei, nervosa com a proximidade.
— Fique comigo esta noite. — sua voz era firme, mas o olhar quase implorava.
Meu coração disparou. Por um segun