Entrei em casa tremendo, mas ao mesmo tempo, havia uma chama diferente dentro de mim. Pela primeira vez em anos, eu tinha enfrentado a Laura sem recuar.
Deitei na cama, o coração ainda acelerado. Pensei no Renato, em como seus olhos me davam força. Pensei em Víctor, e no quanto suas desculpas me diminuíam.
E ali, no silêncio da noite, compreendi algo doloroso, mas libertador: eu precisava escolher. Não entre os dois homens, mas entre o passado que me acorrentava e o futuro que, de alguma forma,