Na manhã seguinte, acordei antes do sol. Sentei na beira da cama, segurando meu caderno fechado contra o peito. Podia jurar que ainda sentia o gosto daquele beijo, como uma lembrança boa que não queria ir embora.
Quando finalmente saí do alojamento, June estava sentada num caixote perto da porta, amarrando os cadarços. Ao me ver, ergueu uma sobrancelha e sorriu de um jeito que eu conhecia bem.
— Bom dia — disse ela, com voz inocente demais pra ser verdadeira.
— Bom dia — respondi, tentando mant