Mundo de ficçãoIniciar sessãoSINOPSE Leon Monteiro sempre foi treinado para assumir o controle. Como CEO do Grupo Monteiro, ele aprendeu cedo que decisões não se baseiam em sentimentos, mas em estratégia, imagem e poder. Frio, calculista e reservado, sua vida sempre seguiu um caminho previsível até que uma única decisão muda tudo. Quando uma crise de reputação ameaça a estabilidade da empresa, uma solução inesperada é colocada sobre a mesa: um casamento contratual. Sem espaço para escolhas pessoais, Leon aceita assinar um acordo que o prende a algo que nunca fez parte dos seus planos, uma relação construída para o mundo ver. Do outro lado dessa decisão está Aurora Vasconcellos, sua secretária executiva. Discreta, eficiente e sempre profissional, ela construiu sua vida dentro da empresa sem jamais cruzar a linha entre trabalho e sentimento. Mas ao ser incluída nesse contrato secreto, sua realidade se rompe entre dever, promessas antigas e um futuro que começa a fugir do seu controle. Durante três anos, Leon e Aurora dividiram o mesmo ambiente sem nunca se enxergarem além do profissional. Mas agora, obrigados a viver uma relação que não escolheram, começam a descobrir que nem tudo pode ser controlado nem mesmo os sentimentos que surgem quando dois mundos colidem. Entre regras, aparências e um contrato que não pode ser revelado, eles precisarão decidir até onde vão por um acordo e o que estão dispostos a perder quando o que não deveria existir começa a parecer real.
Ler maisAuroraQuando Leon foi embora naquela noite, o apartamento pareceu maior do que de costume.Fechei a porta atrás dele e permaneci alguns segundos parada no hall de entrada, ouvindo o silêncio tomar conta do lugar.Era estranho pensar que aquela seria uma das últimas noites ali.Durante anos, aquele apartamento tinha sido o meu lar.O lugar para onde eu voltava depois de dias cansativos.Onde eu ria com a Beatriz, reclamava do trabalho, assistia a filmes sem prestar atenção e fingia que a vida estava completamente sob controle.Agora, caixas de papelão começavam a ocupar a sala.A mudança ainda nem tinha acontecido, mas o apartamento já parecia se despedir de mim.— Está pensando demais.A voz da Beatriz me fez virar.Ela se aproximou carregando duas canecas de chá.Entregou uma para mim e sentou-se no sofá.Fiz o mesmo.— Você me conhece bem.— Infelizmente.Sorri.— Obrigada pelo apoio.— Não exagera. Ainda vou começar a cobrar.Dei uma risada baixa.Por alguns minutos, nenhuma de nó
AuroraO restaurante voltou a ser preenchido pelo som das conversas depois que todos retomaram seus lugares.O garçom passou recolhendo alguns pratos enquanto oferecia sobremesas e café. A mesa já não tinha a formalidade dos primeiros minutos. As gravatas estavam um pouco mais soltas, as risadas surgiam com mais facilidade e até Leon parecia menos rígido do que costumava ser.Talvez porque aquele compromisso finalmente tivesse terminado.Ou talvez porque, pela primeira vez em muito tempo, ele estivesse simplesmente com a família.Enquanto aguardávamos a sobremesa, Cecília voltou-se para mim.— Aurora, o Leon comentou que você trabalha com ele há três anos.Assenti.— Sim.— E ele continua tão difícil quanto parece?Olhei automaticamente para Leon.Ele ergueu uma sobrancelha.— Mãe...Ela sorriu.— O quê? Estou apenas conversando com a minha nora."Nora."A palavra ainda soava estranha.Não ruim.Apenas... nova.Sorri antes de responder.— Na verdade, ele sempre foi muito respeitoso co
AuroraO restaurante escolhido por Cecília ficava a poucas quadras do cartório.Era um lugar elegante, mas acolhedor. Nada extravagante. O tipo de restaurante onde famílias se reuniam para comemorar aniversários, conquistas ou simplesmente um domingo tranquilo.Assim que entramos, um dos garçons os reconheceu.— Senhor Monteiro. Mesa preparada, como solicitado.Leon apenas agradeceu com um aceno.Enquanto caminhávamos até o salão principal, senti algumas pessoas voltarem os olhos para nós.Talvez por causa das roupas mais formais.Talvez porque um pequeno grupo entrando junto sempre chamasse atenção.Ou talvez porque eu estivesse apenas imaginando.A aliança em meu dedo ainda parecia estranha.Não incômoda.Apenas... diferente.Era impossível não senti-la sempre que movimentava a mão.Helena segurava meus dedos com naturalidade, balançando nossos braços enquanto caminhava.— Você vai sentar do meu lado?Olhei para Cecília.Ela sorriu.— Helena...— O quê? — perguntou a menina, inocent
AuroraDurante alguns segundos, ninguém disse nada.Talvez porque todos ainda estivessem assimilando que a cerimônia havia terminado.Ou talvez porque aqueles poucos minutos tivessem passado rápido demais.Foi Helena quem quebrou o silêncio.— Agora vocês são casados de verdade?A pergunta fez todos sorrirem.O juiz de paz deu uma pequena risada antes de responder:— São, sim.Helena abriu um sorriso tão grande que parecia iluminar toda a sala.— Então eu posso chamar a Aurora de tia?Olhei automaticamente para Daniel.Ele sorriu, claramente divertido.— Helena...— O quê? — perguntou ela, inocente.Cecília aproximou-se da neta.— Você pode chamá-la do jeito que a Aurora preferir.A pequena voltou seus enormes olhos curiosos para mim.— Posso?Meu peito aqueceu.Ajoelhei-me para ficar da altura dela.— Se você quiser, pode.Ela me abraçou sem pensar duas vezes.Foi um abraço espontâneo.Pequeno.Cheio de carinho.Retribuí com um sorriso.Não havia nada de forçado naquele gesto.Helena





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