Vincenza Mancini
O cheiro do café recém-passado e do bacon estalando na frigideira deveria ser um sinal de normalidade, mas, na nossa casa, a normalidade era uma criatura mítica. Eu estava sentada à mesa, vestindo apenas um robe de seda que parecia leve demais para o peso dos meus pensamentos. Meus lábios ainda formigavam, e meu corpo guardava a memória exata de cada centímetro de Antônio.
Eu o observava pelo canto do olho. Ele estava parado diante da cafeteira, vestindo uma calça de sarja esc