Antônio Vitorino
Entrar no hotel foi fácil. Fazer Enrico Vane falar foi mais fácil ainda. Ele era um covarde escondido atrás de ternos caros. Quando o prensei contra a janela da suíte, no trigésimo andar, ele chorou como uma criança.
— Eu a amo! — ele gritava, enquanto eu apertava o cano da arma contra o seu queixo. — Você não a merece! Você é um bruto, um assassino! Eu daria a ela a vida que uma artista merece!
— Você daria a ela uma gaiola de mentiras — eu disse, sentindo um nojo profu