Aurora Vitorino
O aroma de velas de sândalo e o perfume do vinho tinto encorpado preenchiam o ar da nossa cobertura em Milão, mas o que realmente dominava meus sentidos era a presença de Luigi. Ele estava sentado à minha frente, a luz suave das chamas dançando em suas feições esculpidas, suavizando a linha dura de sua mandíbula que, durante o dia, costumava aterrorizar os conselheiros da Famiglia.
A rotina em Milão tinha se tornado o nosso santuário. Depois do caos do galpão, do sangue de Bern