Luigi Mancini
O ar de Milão naquela noite estava tão parado que eu podia ouvir o zumbido da eletricidade nos postes de luz. Eu estava sentado na poltrona de couro italiano do meu escritório, no trigésimo andar, observando a cidade através do vidro à prova de balas. Sobre a mesa, o caderno de Aurora estava aberto, mas ao lado dele, havia o meu laptop conectado à rede segura de Roma.
Aurora não tinha apenas encontrado desfalques; ela tinha descoberto uma necrose.
Bernardo não estava apenas ro