Aurora Vitorino
As luzes neon da boate em Milão pulsavam contra as paredes de concreto industrial, criando um ritmo hipnótico que parecia bombear o próprio sangue nas minhas veias. Era a festa dos calouros da Bocconi, o evento que, em teoria, deveria marcar a minha integração definitiva à vida universitária. Mas, para mim, o glamour daquelas luzes escondia sombras que eu já conhecia bem demais.
Eu estava deslumbrante em um vestido de seda preta, curto o suficiente para ser moderno, mas elega