Luigi Mancini
O couro do banco do passageiro ainda cheirava a novo, uma fragrância cara que misturava poder e expectativa. O motor do meu Porsche — o presente de dezoito anos que se tornou o meu símbolo de liberdade e, paradoxalmente, a minha coleira — roncava baixo enquanto cortávamos as ruas de Roma. Mas eu não estava no volante. Luigi fazia questão de me levar à escola naquela manhã. Ele dirigia com uma mão no volante e a outra, possessiva e quente, descansando sobre a minha coxa, como se