Rocco Mancini
O escritório estava mergulhado em uma penumbra densa, quebrada apenas pelo brilho azulado e fantasmagórico dos monitores. Eu me afundei na poltrona de couro, sentindo o peso do silêncio da mansão como se fosse uma pressão física sobre meus ombros. O uísque no copo permanecia intocado; eu precisava de cada neurônio focado, de cada instinto afiado.
Abaixo de mim, a cinco metros de profundidade, pulsava a minha maior fraqueza. Acima, nos quartos de hóspedes, repousava a minha maior