Lorenzo sabia que se aproximar de Gabriel não seria simples. Isadora era cuidadosa. Discreta. E certamente havia instruído a babá a jamais permitir que estranhos chegassem perto do menino. A simples ideia de abordá-lo diretamente soava absurda — e errada. Mas ele não podia esperar indefinidamente. Não mais.
Por isso, traçou um plano.
E como todo bom plano, começaria pelo elo mais acessível: a babá.
Seu nome, segundo o relatório, era Clara. Tinha vinte e oito anos, morava em um bairro tranquilo,