A porta da sala se abriu com um leve estalo.
Isadora se virou rapidamente e viu tia Catarina entrar com passos decididos, o sobretudo bege contrastando com os tons frios do escritório. Os olhos atentos varreram o ambiente antes de pousarem no rosto da sobrinha.
— Você está pálida, querida. O que está acontecendo?
Isadora tentou sorrir, mas os lábios só esboçaram um movimento tenso. Caminhou até a tia e a abraçou forte. Um daqueles abraços silenciosos que dizem tudo o que as palavras não consegu