O avião pousou com um tranco seco, como se até o céu tivesse pressa de colocá-la no chão. Isadora não reagiu. Estava sentada à janela, de olhos fixos em um ponto qualquer no horizonte nublado da Irlanda. Seu corpo pedia descanso, sua mente implorava por trégua, e seu coração... bom, esse já não sabia mais o que sentir.
Horas de voo, conexões, filas, silêncio. E nada parecia real. Era como se estivesse assistindo a um filme triste e cansativo onde a protagonista tivesse sido arrancada da própri