O aroma suave de chá-preto com baunilha preenchia a cozinha silenciosa da casa de campo. A chuva batia leve nas janelas, como se o mundo lá fora tivesse desacelerado para respeitar aquele instante. Isadora permanecia quieta à mesa, os olhos baixos, os ombros caídos sob o casaco pesado. A mochila — sua única bagagem — repousava esquecida num canto.
Catarina observava em silêncio, sem pressa. Sabia que feridas assim não se revelam sob pressão. Mas o semblante da sobrinha doía de se olhar: o rost