O andar da empresa parecia normal aos olhos de qualquer um. Telefones tocando, teclas dançando nos teclados, vozes abafadas de reuniões em andamento. Mas para Lorenzo Alcântara, havia algo errado. Muito errado.
Não era uma sensação. Era um fato.
A mesa dela estava vazia.
Vazia demais.
Sem o copo de café pela metade. Sem o batom na borda. Sem os papéis tortos, o bloquinho de recados com desenhos de flor. Tudo ali estava em ordem — e esse era o primeiro sinal de que algo estava fora do lugar.
Isa