O amanhecer em Marselha tinha um tom cinzento e úmido. O céu pesado parecia refletir a tensão no ar enquanto o comboio dos Moretti avançava pelas ruas estreitas da cidade portuária. Giulia, no banco traseiro, estava vendada e algemada, mas sua expressão era tranquila demais para alguém prestes a abrir um cofre que poderia decidir seu destino.
Francesca dirigia o veículo principal. Valentina estava ao lado dela, com os olhos fixos na estrada.
— Você confia nela? — perguntou Francesca.
— Não.