O porão da mansão Moretti havia sido adaptado para situações como aquela. Silencioso, à prova de som, com câmeras em todos os cantos. Giulia estava sentada em uma cadeira metálica, com as mãos algemadas e os tornozelos presos. Mesmo assim, mantinha o queixo erguido.
Valentina desceu os degraus com passos firmes. Usava preto dos pés à cabeça — como se sua própria silhueta fosse uma sombra.
— Dormiu bem? — perguntou, sem emoção.
— Com música de interrogatório ao fundo? Uma maravilha — rebateu