O silêncio se estende por um segundo longo demais.
Eu consigo ouvir minha própria respiração, irregular, presa no peito, enquanto observo aquela cena como se estivesse fora do meu próprio corpo. O homem ajoelhado mal se sustenta, o sangue escorrendo pelo canto da boca, mas ainda assim… ele sorri.
Um sorriso torto.
Provocador.
Perigoso.
Ares permanece agachado à frente dele, imóvel… mas há algo ali. Algo contido. Algo que eu já reconheço.
Violência.
Controlada por um fio.
— Eu não tenho tempo pr