O carro segue pela estrada por tempo demais.
As luzes da cidade vão ficando cada vez mais distantes, substituídas por trechos escuros, silenciosos… isolados. Encosto a cabeça no banco, mas não consigo relaxar. Meu corpo ainda está tenso, alerta, como se esperasse algo acontecer a qualquer momento.
A mão de Ares ainda está na minha.
Firme.
Presente.
É a única coisa que me mantém ancorada.
— Você está cansada. — ele murmura, quebrando o silêncio.
Não respondo de imediato.
Só viro o rosto levement