O ar parece desaparecer do quarto.
— Eu já sei disso. — respondo, firme, tentando não deixar a voz falhar — Eles me sequestraram. Estão me caçando. Isso não é novidade.
Ele balança a cabeça lentamente.
— Não… você não entendeu.
O jeito que ele diz isso…
Faz meu estômago afundar.
— Então explica. — corto, impaciente.
Ele passa a mão pelo rosto, como se estivesse escolhendo cada palavra com cuidado.
— O ouro… é importante, sim. Muito. — começa — Mas ele não é o objetivo final deles.
Cruz