Mundo ficciónIniciar sesiónRicardo Trajano, um CEO poderoso e implacável, vive para o luxo, o dinheiro e o controle. Arrogante e dominante, ele acredita que pode ter tudo, e todos, ao seu dispor. Até cruzar o caminho de Rosa, uma jovem humilde que dedica sua vida a cuidar da mãe doente. Ele a humilha sem pensar duas vezes, acreditando que ela é apenas mais uma peça insignificante em seu jogo de poder. Mas o destino é cruelmente irônico. Quando um trágico acidente de avião o deixa como o único sobrevivente, Ricardo é dado como morto para o mundo. Forçado a confrontar a fragilidade da vida e sua própria mortalidade, ele renasce, não apenas como homem, mas como alguém que precisa redescobrir o verdadeiro valor de tudo que ignorou. Agora, em sua jornada de redenção, Ricardo encontra Rosa novamente. Só que desta vez, ele não busca poder, mas algo muito mais difícil de conquistar: perdão e amor. "Eu vi você cair tão baixo quanto um homem pode cair, Ricardo. Vi você se levantar, sozinho, sem mais nada além da dor. Mas o que você quer de mim agora? Piedade? Perdão? Porque o amor… isso, você ainda tem que merecer." "Não peço que me ame, Rosa. Só espero uma chance... uma chance de provar que o homem que te feriu não existe mais. Deixe-me mostrar que sou digno — não só de você, mas de mim mesmo."
Leer más7 meses depois…A casa estava em silêncio até as três e meia da manhã, quando um grito cortou o ar.— RICARDOOOOO!Ele pulou da cama como se tivesse ouvido um alarme de incêndio.— Foi a bolsa? Você está sentindo dor? Você quer sorvete? Água? Um Uber?— Eu quero que você pare de fazer perguntas e me leve pro hospital!Ricardo tropeçou nos chinelos e correu pegar a bolsa da maternidade que, claro, ele mesmo havia esquecido de arrumar.— Onde estão os documentos? As roupinhas? O… o álcool gel?!— Esquece o álcool gel! Esquece o mundo! Leva esse bebê antes que eu te arranque a cabeça!Durante o trajeto, Rosa respirava com força, apertando o braço dele.— Quando eu te conheci, você me humilhou na frente da empresa… agora olha aí… pagando com juros e contrações!— Eu mereço… eu mereço…— Merece sim! Mas se esse bebê puxar você, eu peço DNA no hospital!No pronto-socorro, Ricardo correu com a cadeira de rodas enquanto gritava:— VAI NASCER! É URGÊNCIA! É UMA LUNA EM ÓRBITA!A enfermeira ape
O velório foi simples, no mesmo cemitério onde sua mãe estava enterrada. Rosa cuidou de tudo. Documentos. Sepultamento. Flores.— Eu quase não tenho lembranças boas com ele — disse a Ricardo enquanto deixavam as flores. — Mas… ao menos, o final foi digno.— Às vezes, o perdão no fim vale mais que anos de rancor.Ela assentiu.— E agora eu posso seguir. Com paz.[…]Na varanda da casa, Rosa observava o pôr do sol com uma xícara de chá nas mãos.— Ele me pediu pra cuidar de mim… disse que minha mãe estaria orgulhosa.— E ela estaria mesmo — respondeu Ricardo, encostando-se atrás dela e envolvendo-a num abraço quente.— Você acha que eu vou ser uma boa mãe?— Se você for metade do que é como mulher, empresária e companheira… nosso filho vai ter sorte em dobro.Ela sorriu, tocando a barriga.— Vai ser um bebê forte. Filho de uma mulher que enfrentou o passado… e sobreviveu.O telefone de Rosa tocou novamente. Dessa vez, era a arquiteta-chefe do novo projeto:— Rosa, você vai acreditar nis
O canteiro de obras estava silencioso às seis da manhã. O sol ainda nascia no horizonte, tingindo o céu de laranja e dourado, quando Rosa chegou de botas e capacete. Ela respirou fundo. O cheiro da terra molhada, o som distante de pássaros e o vento leve no rosto. Era como se a vida estivesse sorrindo de novo.Ricardo já a esperava em frente ao primeiro bloco reconstruído. Usava jeans, camiseta simples e um sorriso calmo, mas nervoso. Havia algo diferente em seus olhos naquela manhã.— Tudo pronto? — ela perguntou.— Quase. Falta uma coisa.Ela arqueou a sobrancelha, intrigada.— O que?Ele não respondeu de imediato. Pegou algo do bolso: um anel simples, de prata fosca, com uma pequena pedra azul. Nada de luxo exagerado. Era delicado, como o amor que construíram juntos.— Rosa… — ele começou, com a voz mais baixa do que o habitual. — A gente passou por muita coisa. Mais do que qualquer um imaginaria. Te salvei uma vez sem saber que, na verdade, era você quem me salvaria depois. Me sal
No fim da tarde, uma ligação anônima chegou à central da empresa. O homem falava rápido, com medo. — Tenho provas de que o incêndio foi armado. E não foi só isso. A mulher que está presa… a tal da Rebeca… ela tem gente do lado de fora. E tá pagando esses ataques com dinheiro desviado da empresa. — Quem está falando? — Rosa perguntou, com o viva-voz ativado. — Um funcionário do grupo de manutenção. Fui pago pra desligar o alarme naquela noite. Mas me arrependo. Eles vão me matar se descobrirem que falei. Preciso de proteção. Ricardo olhou para Rosa. Ambos sabiam o que fazer. […] Na manhã seguinte, Rosa e Ricardo acionaram a polícia, entregaram o nome do denunciante e solicitaram proteção federal para ele. O depoimento foi aceito, e a investigação oficial foi reaberta. Novos mandados foram emitidos, e dois ex-funcionários da empresa ligados a Arthur foram presos. Foi durante a análise de documentos bancários que a verdade veio à tona: Rebeca, mesmo presa, movimentava dinheiro de
Último capítulo