Mundo ficciónIniciar sesiónHarry Radcliffe é o CEO - presidente da multinacional agência de modelos e distribuidora de cosméticos, Radcliffe's, ocupando assim sua posição de homens jovens mais bem sucedidos. Um homem com fama que faz juz a sua personalidade fria e arrogante, adornando mistérios e segredos sujos muito bem escondidos em seu coração. Ruby sempre fora o tipo de mulher capaz de tudo para obter aquilo que almeja, e ao se deparar com várias incógnitas que guardam as respostas por de trás de todos os despedimentos das secretárias antecedentes, Ruby vê um desafio incapaz de sucumbir que envolve o seu chefe. Ele é um homem amarrado por correntes e que por trás de seus ternos caros esconde um passado que ainda o machuca, mas ela estará disposta a ficar contra essa corrida frenética a procura de respostas que tanto o assombram? Plágio é crime. Direitos reservados. Não recomendo para menores de 18 anos.
Leer másO telefone vibra na minha mão, interrompendo meus pensamentos enquanto reviso alguns textos da faculdade. Ao ver o nome da minha irmã, Alina, meu coração aquece. Atendo com um sorriso antes mesmo de dizer alô.
— Kira! , ela exclama com uma animação que faz meus lábios se curvarem automaticamente.
— O que foi, Alina? Está explodindo de felicidade. — brinco, encostando-me ao sofá.
— Fui pedida em casamento! — grita, e eu quase consigo ver seu sorriso reluzindo do outro lado da linha.
— Não acredito! Alina, isso é maravilhoso! — respondo, sentindo minha felicidade genuína por ela atravessar a voz.
— Ele preparou tudo com tanto carinho, Kira… Era o pôr do sol, flores, e ele até tocou nossa música no violão. Foi perfeito…
A voz dela se embarga um pouco, de pura emoção.
— Você merece tudo isso e muito mais, irmãzinha. Estou tão feliz por você.
Conversamos por mais alguns minutos, ela me conta detalhes sobre o anel, sobre como se sente. Falo o quanto estou orgulhosa e mal posso esperar para ser sua dama de honra. Por fim, ela desliga com um “te amo” emocionado.
Permaneço com o celular na mão por alguns segundos após a ligação terminar. O silêncio ao meu redor é quase gritante agora.
Levanto-me e caminho até o espelho na sala. Olho para mim mesma, com a mesma expressão que me vejo tantas vezes, mas hoje há algo diferente.
Alina sempre foi uma romântica incorrigível, mas eu… bem, eu me tornei o oposto. Desde que cheguei à América, tinha sonhos de conquistar minha independência, de construir uma vida onde eu não dependesse de ninguém para ser feliz. Mas, no fundo, sei que essa decisão de seguir sozinha não nasceu apenas do desejo de ser forte, nasceu também de uma dor antiga.
Meus pensamentos se voltam para ele. Sergei. Meu amigo de infância, que um dia foi tudo para mim… e, de repente, foi o que mais me machucou. É engraçado como o coração humano pode transformar carinho em ferida. Ele não me traiu de propósito, mas quebrou a confiança que eu havia colocado nele de maneira irremediável. E, depois disso, eu decidi que o amor não era mais para mim.
Eu suspiro, forçando um sorriso ao ver meu reflexo no espelho. Minhas mãos alisam os fios claros do meu cabelo, e vejo nos meus próprios olhos um brilho determinado.
— Vamos focar nos seus estudos, Kira. — Digo com firmeza. — Você vai ser a melhor psicóloga que já existiu na América!
Dessa vez, meu sorriso é sincero. Porque, sim, eu tenho uma missão maior. Quem sabe, um dia, o amor volte a fazer sentido… mas hoje? Hoje é o meu sonho que fala mais alto.
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O telefone ainda está em minha mão, a linha já cortada, mas parece que o eco da voz de Amélia continua reverberando na minha mente.
— Noah, Olívia decidiu que quer morar com você. É definitivo.
As palavras dela ficaram gravadas, como um carimbo incandescente na minha alma. Minha menininha. Minha Olívia. Finalmente.
Por um momento, a emoção me invade com tanta força que sinto meu coração acelerar. Vou tê-la aqui, sob meu teto, na minha rotina. Não vou mais depender de ligações e viagens de férias. Mas logo a enxurrada de sentimentos é seguida por uma onda de incertezas.
Me encosto na cadeira e respiro fundo. Minha casa… nossa casa… precisa ser diferente. Não é apenas uma mansão moderna e impessoal, é um lar que precisa acolher uma adolescente de 19 anos. Ela não vai querer paredes frias de vidro e uma decoração minimalista como eu gosto. Penso em um quarto com almofadas coloridas, prateleiras com livros, talvez algumas plantas. Dou uma risada nervosa. Desde quando eu sei o que uma adolescente precisa?
Levo a mão à nuca e fecho os olhos por um instante. Minha mente corre solta. Como vou lidar com isso? Ser um CEO de uma multinacional exige cada segundo da minha atenção, mas criar uma adolescente… isso é outro nível de desafio. Penso em como seria mais fácil se eu tivesse alguém ao meu lado.
Uma mulher.
O pensamento é abrupto e me pega de surpresa. Uma presença que equilibrasse as coisas, que conhecesse nuances que eu jamais entenderia. Mas não há ninguém.
Solto um suspiro longo e cansado. Não posso me dar ao luxo de pensar em romances, não depois de tudo que aconteceu.
Amélia…
O nome dela é um fantasma que às vezes ainda me persegue. Foi uma paixão que começou quente e rápida como um incêndio… e terminou em cinzas frias e um divórcio doloroso. Ela era bonita, charmosa e envolvente, mas será que eu a amei de verdade? Ou fui simplesmente enfeitiçado por algo que parecia perfeito aos olhos do mundo?
Meu peito aperta com a lembrança das discussões, das mentiras e da distância que se instalou entre nós muito antes do fim oficial. Eu me afastei para não me destruir e ela seguiu em frente sem olhar para trás.
Mas agora, isso não importa mais. Minha vida inteira está focada na empresa e na fusão com os coreanos. Cada decisão, cada reunião, cada acordo… tudo para consolidar o legado dos Fitzgerald. Mas nada disso se compara ao que sinto ao imaginar minha filha entrando pela porta da frente.
Minha menininha.
Respiro fundo, permitindo-me um sorriso breve e esperançoso. Ela está voltando. Não vou ser perfeito, mas vou tentar. Vou aprender o que for preciso para ser um bom pai.
O que eu não sei , e nem poderia prever, é que minha vida está prestes a mudar de um jeito que nenhuma reunião ou estratégia de negócios poderia antecipar.
HARRY RADCLIFFEO enorme espelho reflete perfeitamente minha aparência cansada, minha consternação explícita. Há algo cruel na precisão com que ele captura cada detalhe — os sulcos de cansaço sob meus olhos, o leve tremor nas mãos. Endireito a gravata preta que acompanha o terno e o sobretudo da mesma cor, tentando, de algum modo, fazer com que a aparência de normalidade retorne, mas é um esforço em vão. Sento-me novamente e tomo um gole do meu chá de camomila, tentando encontrar um vestígio de calma naquele líquido quente e aromático. É um ritual que me acalma, mas hoje, o chá tem gosto de vazio, de uma rotina que não traz mais consolo.Nunca perguntei ao Herodes o porquê daquele homem tentar caçar toda a família Radcliffe, e quando perguntei, ele nunca conseguiu me responder. Herodes sempre foi um homem de poucas palavras, mas agora, olhando para trás, percebo que havia algo mais, uma hesitação que nunca entendi completamente. Eu já havia perdido demais, e continuo perdendo. Mackel
STEFFAN RADCLIFFEEu não tenho certeza se passa-se dias ou semanas e nem se Luna está bem ou mal, apenas a certeza de Mackeline deve estar apodrecendo em algum lugar desse local e que eu e a Luna teremos o mesmo destino se é que ela ainda estiver viva.Os dias se arrastam como sombras, cada segundo esticando-se em uma tortura interminável. Perdi a noção do tempo – se são dias ou semanas, não sei mais dizer. Tudo o que sei é que estou preso neste inferno, sem água, sem comida, e com o gosto amargo da derrota impregnado na minha boca seca. Meu corpo agora é apenas um amontoado de carne e ossos cobertos de feridas que não param de infeccionar. Cada respiração é um esforço, cada movimento, um sofrimento.A escuridão ao meu redor se tornou minha única companhia, uma presença opressora e constante. No início, eu gritei, supliquei por ajuda, mas minhas súplicas se perderam na vastidão desse lugar morto, sem resposta, sem eco. Com o tempo, aceitei o silêncio como minha sentença.Lembro-me da
STEFFAN RADCLIFFESinto o gosto metálico do meu próprio sangue se espalhar pela boca, um sabor amargo e inconfundível que me enche de um terror visceral. O cheiro cítrico de mofo se mistura ao sangue, me causando náuseas. Tento mover meu corpo, mas a dor em minha cabeça é lancinante, e a escuridão ao meu redor parece devorar qualquer resquício de esperança. O entorpecimento que me dominava começa a se dissipar, substituído por um desespero crescente. Tento lembrar como cheguei aqui, mas minha mente está em frangalhos, cheia de flashbacks desconexos que se sobrepõem, deixando-me à beira do pânico.O carro... o ataque... minhas irmãs... Mackie e Luna! Um medo paralisante me atinge como uma onda, afogando qualquer outra sensação. Onde elas estão? Elas estavam comigo, no carro, quando...De repente, ouço uma voz. Uma voz que corta a escuridão ao meu redor como uma lâmina afiada, irritantemente alta e grave, fazendo meus ouvidos estalarem em dor.— O mais novo rapaz da família Radcliffe, é
STEFFAN RADCLIFFEAcabo de assinar o último dos documentos que selam o contrato com a distribuidora. Um acordo de vinte anos, garantindo metade dos lucros das vendas. No papel, tudo parece perfeito, mas por dentro, a sensação de desconforto não me deixa em paz. O peso da responsabilidade está aqui, mas não é só isso. Há algo mais profundo, uma inquietação que me corrói lentamente. Eu deveria estar contente, satisfeito até, mas ultimamente, tudo tem virado de pernas para o ar, e o medo que sinto é uma sombra constante, algo que não consigo afastar.Tudo começou com o túmulo de Anne, minha mãe. A invasão foi um golpe duro. Ver o lugar onde ela descansa profanado mexeu comigo de um jeito que eu não esperava. Eu tento ser forte, mas a verdade é que aquilo me abalou profundamente. Não disse nada a ninguém, é claro. De que adiantaria? Sempre fui o irmão despreocupado, o engraçado, o que mantém o humor mesmo nas piores situações. Eu precisava ser, afinal Harry já carregava culpa e desespero
HARRY RADCLIFFEEnquanto comíamos em silêncio, minha mente continuava a girar. A ideia de terminar com ela passou pela minha cabeça mais uma vez, mas dessa vez, não consegui nem considerar seriamente.— Você está pensando em alguma coisa. — Disse ela, quebrando o silêncio enquanto colocava mais café na xícara dela. — Dá para ver nos seus olhos.Olhei para ela, sentindo o peso da decisão que eu estava tentando tomar. Ela merecia saber o que estava acontecendo, mas ao mesmo tempo, sabia que isso a colocaria em perigo. Eu não podia fazer isso. Não a ela.— Estou pensando em nós. — Admiti, a voz saindo mais suave do que eu pretendia. — Pensando em como... você mudou minha vida. — Essas palavras eram verdadeiras, mas não eram tudo.Ela me olhou, surpresa, mas um sorriso suave apareceu no rosto dela.Eu continuei a observá-la, sentindo a luta interna crescer dentro de mim. Por um lado, queria protegê-la de tudo, manter todos os perigos longe dela. Por outro lado, sabia que, ao mantê-la próx
HARRY RADCLIFFEQuando abri os olhos, fui imediatamente tomado por uma sensação de pânico. O quarto estava silencioso, mas algo estava errado. Ruby não estava ao meu lado. A cama ao meu lado estava fria, o espaço onde ela deveria estar vazio. Meu coração começou a bater mais rápido, e me sentei rapidamente, varrendo o quarto com o olhar, na esperança de vê-la em algum canto.Mas ela não estava lá.O pânico aumentou, uma onda fria se espalhando pelo meu corpo. Será que ela havia saído? Será que tinha visto algo? Eu sabia que, em algum momento, o cansaço me venceria, e com ele, os terrores noturnos que venho escondendo dela. Não podia deixar que ela visse isso. Não podia deixar que ela soubesse quão frágil eu realmente era quando o controle escapava por entre meus dedos.Desci da cama com um movimento rápido, nem me preocupando em calçar os chinelos. Meu único pensamento era encontrá-la, me certificar de que estava bem. E, secretamente, esperava que ela não tivesse visto nada, que não





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