O café da manhã terminava num compasso lento, como se cada gole e cada mordida prolongassem um momento que nenhum dos dois queria encerrar. A luz do sol atravessava as amplas janelas da sala de refeições, refletindo no cristal das taças e deixando um brilho dourado sobre a mesa impecavelmente posta. Lívia largou o guardanapo ao lado do prato, sentindo o sabor doce da fruta ainda na boca, enquanto Arthur a observava de forma quase distraída — mas havia um peso naqueles olhos, algo que não era si