O silêncio entre eles não era vazio; era um campo elétrico, denso, onde cada respiração parecia um convite velado. Lívia sentia o coração bater descompassado, e, por mais que tentasse se convencer de que deveria manter distância, cada fibra do seu corpo gritava na direção contrária.
Arthur permanecia diante dela, a poucos centímetros, o olhar cravado em seus olhos como se estivesse mapeando cada reação. A mão dele ainda repousava próxima ao peito dela, a lembrança do toque recente queimando so