O garçom afastou minha cadeira com elegância. Luca permaneceu imóvel, esperando que eu me sentasse antes de se mover. Seu olhar – contido, mas voraz – fez arrepios percorrerem minha pele sob o tecido do vestido.
— Você está deslumbrante — murmurou, a voz áspera como seda desgastada pelo tempo.
— Obrigada. — Curvei levemente os lábios. — Você também não faz feio.
Seu riso breve ecoou enquanto ele bebia um gole do Barolo encorpado. A taça já estava meio vazia.
— Duvidei que viria.
— Eu também — c