Voltamos cambaleando pelas calçadas esburacadas do centro, rindo por qualquer coisa — um cachorro que espirrou, um homem vendendo isqueiro com a calça rasgada, ou talvez só rindo do quanto já tínhamos bebido.
Minha mãe se apoiava em mim e, de tempos em tempos, parava para olhar as estrelas, como se enxergasse ali todas as respostas do universo.
— Sabe o que é o mais doido? — ela disse, encostada em um poste, já com o batom borrado e os olhos brilhando. — Você acha que tá no controle... e aí vem